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Apresentação
Eu tava lá sentado no bar quando surgiu o Anderson. Com cara de bom moço, gostou dos poemas e contos de outros bêbados e circulou pelo lugar. Declamou uma poesia. Coisa boa, de gente talhada na coisa. Mas chamou pouca atenção. Sabe como é: o novo não atrai, a não ser que tenha pistolão. Ele continuou por ali, versando seus textos, desinteressado, enquanto conversava com as pessoas. Depois de sentir-se seguro nas exigentes e grosseiras rodas de literatura, ousou fazer uma crítica. Foi aceito pois além de sincero também possuía escopo poético para avaliar os outros. Tomou gosto e todos os dias aparecia para opinar e expor suas coisas. Chamei-o ao balcão: - Hei, xará, que tal reunir essas tuas letras num livro? Ele topou. Assim estou aqui introduzindo o livro de poesias do Anderson na condição de pistolão, pois, oras, eu não quis deixar o cara sair do bar sem registrar seus textos, ele é muito bom, e já que não tem costas-quentes para ajudá-lo, ninguém melhor que o dono do botequim para dar uma mão em troca de tanto lucro que ele já proporcionou. Lucro poético, diga-se. Anderson é irônico, imprime ritmo aos textos, cria imagens que se formam na mente do leitor de maneira perfeita mesmo que metafórica, além de sempre surpreender em suas elipses conclusivas. Trata de assuntos variados mas interligados ao amor. Ou a falta dele. Amor à mulher, à idéias, à poesia. Fala de amor mas não é desses choramingantes babadores de anáguas. Suas fortes palavras, inspiradas, elevam a visão do sentimento a uma condição sublime sem cair na descriçãotediosa nem na exaltação açucarada. O amor, para ele, é depressivo. O amor dói pois vai embora. Fica só a dor de conviver entre tantos problemas e incômodos.
"- Meu filho, caso eu venha a morrer Que seja enquanto amado, Sem a porra do verbo me foder Sendo conjugado no passado."
Sua poesia é suave, embora fale de morte. Ela é viva, assim como nós. A morte é parte inerente à vida e, principalmente, daqueles que se divertem e algumas vezes pequem despropositadamente. Quem não pensa "me fodi" e depois quer morrer, por vergonha, não tem as virtudes necessárias para um bom ser humano. Conciso quando necessário, sabe tanto explanar para acrescentar quanto limar para atentar. Se fosse jogador de futebol, diriam que tem recursos. Como poeta, digo que é "o cara". Quando o livro estiver pronto o anunciarei no bar. Terei que começar com um "cala a boca" bem alto. Lá é uma zoeira. Valerá a pena. É a primeira vez que o BAR DO ESCRITOR (www.bardoescritor.net) lança um e-book de um autor de sua comunidade no Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3891757). O autor pode ser encontrado na rede em seu blog (http://andersonpoemas.blogspot.com). - Cala a boca! Com vocês, as poesias de Anderson H.
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